10 táticas de pessoas de sucesso para fazer o tempo render

De aproveitar o trajeto para o trabalho até manter um diário de “nãos”, veja as estratégias de personalidades do mundo dos negócios para administrar o tempo

Modelo segura carteira e usa relógio:

Modelo segura carteira e usa relógio: tempo é o principal recurso que um profissional pode ter – e os bem sucedidos sabem bem disso

São Paulo – De nada vale um currículo impecável e habilidades que fazem qualquer chefe ficar boquiaberto, se você não sabe administrar bem o próprio tempo. Pois é.

Não é por acaso que pessoas bem sucedidas em suas devidas áreas de atuação encaram o tempo como um recurso valioso e, por isso, criam estratégias rebuscadas para lidar com ele.

Exemplo disso é o CEO da BP Capital que coloca telefone, e-mail e serviços de mensagens de lado para falar pessoalmente com as pessoas. Ou o editor da Newyorker.com que aproveita o trajeto que faz todos os dias ao trabalho para praticar exercícios físicos. Enquanto uma escritora de livros de gestão mantém um diário de “nãos”.

Essas e outras experiências foram compartilhadas pelos chamados influenciadores do LinkedIn em uma série de produtividade lançada na rede social profissional.

Das 74 ocorrências sobre o assunto, selecionamos as mais interessantes (e plausíveis para a realidade do brasileiro). Confira e aprenda a fazer uma boa administração do tempo:

Siga a regra do 1 minuto

No dia a dia, a autora Gretchen Rubin cumpre à risca o lema: “Faça, sem procrastinar, qualquer tarefa que pode ser concluída em um minuto”. Ponto. “Algo bom da regra do um minuto é que eu não precisa que pensar em prioridades”, escreveu.

Tome o controle do seu smartphone

“Gerencie seu celular, não o deixe gerenciar você”, escreveu Richard Branson, fundador do Virgin Group. Apesar do tom dramático, ele não poderia estar mais certo.

Um olhar mais atento é suficiente para comprovar que, de ferramentas úteis ao trabalho, os smartphones estão se transformando em verdadeiros vilões do tempo.

“Algo muito ruim aconteceu com a chegada do smartphone. As reuniões ficaram mais longas. A razão é que as pessoas começam a checar seus e-mails em vez de prestar atenção no que está acontecendo”, disse no LinkedIn Shane Atchison, CEO da Possible.

Por isso, a primeira coisa que ela faz ao chegar em uma reunião é desligar o celular na frente de todo mundo e oloca-lo virado sobre a mesa. “Eu posso me concentrar melhor no negócio que está em nossas mãos. Sem distrações”, escreveu a executiva.

Use a tecnologia de um jeito inteligente

Com isso, caímos em um tema caro para quem tem que lidar o dia todo com tecnologia. Todas estas ferramentas podem ser fortes aliadas da sua produtividade – desde que você saiba como usá-las.

Comece, aprendendo alguns atalhos no teclado. “Toda vez que você usa seu mouse, você perde um pouco da sua vida”, brinca Charles Best, CEO da DonorsChoose.org.

O mesmo acontece quando você se distrai com o alerta de algum e-mail ou investe tempo no ato de lembrar as diferentes senhas. Por isso, aconselha o executivo, lime as notificações e use aplicativos como 1Password que armazena e gerencia senhas, por exemplo.

“Eu abraço as novas tecnologias e aprendo como usá-las e otimizo meu smartphone organizando as informações”, disse David H. Stevens, CEO da Mortgage Bankers Association.

Colonize seu e-mail

Na hora de lidar com o e-mail, é preciso ser estratégico. Por isso, todos os dias, Gary Shapiro, CEO da Consumer Electronics Association, mantém o hábito de cancelar a inscrição de alguma newsletter ou grupo de e-mails.

Outra estratégia dele é criar um jogo para ler todos os e-mails. “Sempre que tenho menos que 100 mensagens na minha caixa de entrada, jogo uma partida do ‘Words with friends’ – meu jogo favorito”, brinca.

Outra tática do executivo é usar serviços de reconhecimento de voz, como a Siri da Apple, para ditar e-mails e respostas.

Escolha o ao vivo

Em tempos de WhatsApp, e-mails e smartphones, a comunicação “tête-à-tête, em alguns locais, virou mito. Exceto para T. Boone Pickens, CEO do BP Capital e da TBP Investments Management.

Para o empresário, a comunicação ao vivo é a melhor e mais eficiente estratégia para administrar o tempo e, de quebra, alimentar a inovação.

“Eu quero saber o que minha equipe está ouvindo, lendo e pensando”, escreveu em sua página no LinkedIn. “Se eles não estão falando comigo, eu os procuro e pergunto”.

 

Torne o trajeto para o trabalho útil

Você já contabilizou quantas horas dedica ao percurso de ida e volta para o trabalho todos os dias. Calculou? Então, imagine o volume de atividades que você poderia aproveitar para fazer neste espaço de tempo.

De praticar inglês ou ouvir notícias (para quem vai dirigindo) até ler o jornal ou um livro (para quem vai de carona ou de transporte público), dá para fazer quase de tudo no percurso.

Nicholas Thompson, editor da Newyorker.com, decidiu aproveitar este tempo para … fazer uma atividade física. Regularmente, ele aproveita o trajeto para o trabalho para correr.

“Alguns dias, eu corro para o trabalho; em outros, para a casa; raramente, faço os dois”, contou no LinkedIn. “Eu levo cerca de 45 minutos para ir de metrô e 1 hora e cinco minutos para ir correndo”.

Enquanto corre, o jornalista ainda ouve podcasts ou o áudio de algum livro. E, segundo ele revelou, Thompson deixa um sapato e outras roupas de escritório na redação para não ter que levar peso.

Cultive o não

Ferramentas e métodos de gestão de tempo são inúteis se você não praticar uma ideia: a de falar não.

Recusar convites ou pedidos não é suficiente. A proposta é falar não para si mesmo: não para o impulso de acessar o Facebook, não para o hábito de ficar horas no cafezinho, não para o vício em e-mails ou em reuniões longas e por aí vai.

Para se motivar e mensurar os próprios avanços neste sentido, a autora Beth Kanter mantém um diário dos não que concede ao longo dos dias.

“Escrever e refletir sobre isso (…) não apenas me deu as palavras para falar não de um jeito gentil no futuro, mas também me ajudou a apertar o botão de pausa”, escreveu. “Esta pausa me ajudou a compreender as situações e os padrões em que eu deveria mudar meu sim inicial para um não”.
Coloque coordenadas
“Ao mapear seus pensamentos de um jeito visual, você ativa insights na sua mente”, escreveu Michael Powell, CEO da NCTA. Por isso, em vez de criar uma lista de tarefas linear, o executivo organiza as próprias ideias seguindo um modelo de fluxograma.

“Comece com uma ideia central no meio e desenhe conexões com outras imagens e ideias”, descreve.
Acerte seu relógio biológico
Se autoconhecimento é fundamental para crescer na carreira, em termos de gestão de tempo, esta necessidade deve ser levada até as últimas consequências. Pelo menos, é isso que Sallie Krawcheck, chefe da rede de networking feminino 85 Broads, faz.

Ela descobriu que seu relógio biológico funciona muito bem nas primeiras horas do dia. “Eu nunca sou tão produtiva quanto às 4 horas da manhã”, contou no LinkedIn. “Essa é a hora do dia em que eu, geralmente, tenho uma onda de ideias (algumas delas, realmente, boas)”.
Aproveite o máximo das reuniões
As reuniões (e como torná-las mais eficientes) estão na pauta de boa parte dos participantes da série do LinkedIn.
Daniel Portilho, da Greylock Partners, por exemplo, não aceita um convite para uma reunião se o encontro não tiver uma pauta. “O planejamento (…) força as pessoas a pensar como o tempo será usado e se há outros meios para cumprir o objetivo sem ter que se encontrar”, disse.

Agora, quando elas forem necessárias, dá para economizar tempo ao executá-las. Por isso, a equipe de Brad Keywell, cofundador do Lightbank e Groupon,já se acostumou a fazer reuniões diárias em pé.
“A meta é simplesmente ter certeza de que todos farão o melhor uso do seu tempo nas próximas 24 horas”, escreveu.

Se isso não for possível, uma medida simples para tornar os encontros corporativos mais eficientes é fugir da mania de ser multitarefa.
“Minha companhia pesquisou como as pessoas trabalham e descobriu que o ato de ser multitarefa pode criar tanta distração que a pessoa perde o equivalente a 10 pontos de QI”, afirmou Arne Sorenson, CEO do Marriott International.

Agora, veja uma dica da neurociência para manter a concentração em mais uma edição do Sua Carreira

Descubra também qual a diferença entre um workaholic e um profissional esforçado:

 

 

 

Como podemos implementar cidades inteligentes?

Neste artigo, originalmente publicado por Arup Connect como “Anthony Townsend on Smart Cities“, Townsend discute seu livro “Smart Cities: Big Data, Civic Hackers, and the Quest for a New Utopia” e explica como, na sua visão, o impulso em direção às cidades inteligentes esta sendo liderado pelas pessoas erradas – ou seja, empresas de tecnologia com objetivos de curto prazo. Os arquitetos, planejadores e cientistas que deveriam estar liderando esta mudança, entretanto, geralmente encontram dificuldades para compartilhar seu conhecimento.

Seu livro argumenta que há uma necessidade de ações de base ao invés de implementação de cidades inteligentes de cima para baixo liderada por empresas. Como você vê arquitetos e engenheiros se encaixando neste quadro?

Arquitetos e engenheiros em geral devem atender os interesses de seus clientes. Há um equilíbrio que deve ser atingido, quase de projeto em projeto, sobre o quanto podem dizer de uma peça de tecnologia relacionada ao modelo de negócios para o projeto, ou até uma estratégia de placemaking, tem consequências não intencionais, ou que pode haver uma abordagem mais democrática ou inovadora.

Muito da visão de cidades inteligente foi formada por engenheiros de TI e profissionais de marketing. O problema não é só o fato de ser uma visão relativamente ingênua sendo forçada por empresas com objetivos de venda em curto prazo. É que simplesmente não compreende a complexidade do urbanismo de qualidade, e o papel que comunicação e informação têm na criação de bons lugares em que as pessoas gostariam de comprar, trabalhar, morar.

 

Os últimos cinco anos foram quase um falso começo. Em 2008, o mundo é 50% urbano pela primeira vez; há mais linhas móveis de banda larga instaladas pela primeira vez; há mais coisas e pessoas na internet pela primeira vez. E então vem a recessão. Foi a recessão que levou muitas dessas empresas a começar a ver o governo – particularmente governos locais – e incorporadores imobiliários como clientes.

 

 

Esta visão não vendeu muito bem. Sua estratégia de cidade inteligente não se desenvolveu da forma que esperavam. Estão capturando parte dos gastos em infraestrutura acontecendo; é onde os Arups e Buro Happolds do mundo  estão indo bem, descobrindo como integrar 1 a 2% do orçamento de uma construção típica, seja em relação à escala do edifício, a escala da vizinhança, ou a escala de todo o setor de infraestrutura. É de fato apenas uma pequena porcentagem gasta em coisas pequenas. Mas adiciona um enorme valor ao restante, sendo uma fatia muito estratégica.

 

 

Acho que agora estamos nos preparando para determinar a próxima visão de cidades inteligentes. O que tentei fazer com o livro foi pegar aquela pequena visão do futuro que testávamos recebendo do mercado corporativo, explodi-la, e relacionar aos debates mais amplos sobre a natureza da urbanização. Eu queria olhar para a história e dizer, bem, o que aconteceu nas últimas vezes que introduzimos toda uma série de tecnologias para resolver os problemas das cidades? Quais foram as escolhas que fizemos, quais foram os resultados, e o que aprendemos?

 

 

Particularmente quando olhamos para a motorização pós guerra, muitas das novas formas urbanas que foram imaginadas e, em seguida, construídas, de certa forma simplesmente aconteceram, graças ao planejamento ruim ou a falta de planejamento, Não foi um processo particularmente saudável. Muito do que estamos tentando fazer com esta onda de tecnologias inteligentes é desfazer as consequências não previstas da onda anterior.

 

 

O subtítulo do livro é “a busca de uma nova utopia”. Não é projeto para um nova utopia, porque não tenho as respostas. Penso que em muitos casos é equivocado pensar dessa forma. Songdo e Masdar e Dongtan, estes lugares muito planejados e integrados onde uma pequena fração da população irá viver, são uma espécie de tentativas quixotescas de planejar o futuro. Mas o futuro é a megacidade em expansão  do mundo em desenvolvimento. Ou, se você acredita em McKinsey, as 500 cidades com 500.000 a um milhão de pessoas das quais ninguém nunca ouviu falar e em que arquitetos famosos não estão brigando para entrar. Novas visões para estes lugares que alavancam todos os recursos dessas tecnologias são o que acredito que será realmente interessante.

 

 

Há mais de 570.000 governos locais no mundo, e a visão do futuro será inovação paralela em todas e não só algumas das megacidades. É o que eu espero como resultado disso – que pessoas não irão mais dizer que visões de cidades inteligentes são algo que precisam consumir, mas algo que possam criar por si mesmos.

 

 

Acredito que estas profissões – arquitetura, engenharia, planejamento – estão em um ponto ideal para contribuir com esse processo pois entendem as questões urbanas em jogo, bem como as possibilidades e limites da tecnologia.

 

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Songdo, Coréia do Sul. Imagem © ElTrekero

 

Você escreveu no livro “Arquitetos e engenheiros de cidade inteligentes precisarão recorrer a informática e urbanismo ao mesmo tempo. Há cerca de uma dúzia de pessoas hoje no mundo que conseguem fazer isso de forma eficaz”. Você pode falar um pouco mais sobre como vê isto se desenrolar nas próximas décadas? Você acha que há reconhecimento suficiente dessa falha?

 

 

Está melhorando. Eu realizei um curso sobre isso no ano passado que não tinha feito em oito anos, e ficou claro que pularia as duas ou três primeiras semanas que explicavam os fundamentos básicos da internet. Eles tem muito disso em seu repertório, e o que não tem podem conseguir com a imprensa de tecnologia e negócios. É uma grande mudança. Estas coisas são parte íntima da vida cotidiana das pessoas mesmo que sejam invisíveis, que é porque tem sido mais difícil explicar isso do que, por exemplo, como funciona o transporte.

 

 

No governo, há muitas pessoas que foram ensinadas muito rapidamente sobre as questões chave poque têm seus eleitorados ou líderes dizendo “O que é isso, o que pode fazer por nós, qual o custo?”. E muitas das mensagens de marketing foram direcionadas a eles. Há também muitas ONGs agora realizando educação e treinamento, o que eu acho que está ajudando.

 

 

Mas em termos de resposta educacional, tem sido na verdade bastante medíocre. Uma das coisas que você tem visto nos últimos 12 ou 18 meses é um grande aumento na formação de grupos de pesquisa científica urbana em universidades por todo o mundo. Há três só na cidade de Nova York lançados em Columbia, NYU e o novo campus Cornell. Há dois em Londres, um em University of Chicago. É uma espécie de boom. E está sendo impulsionado principalmente por cientistas físicos – físicos, cientistas da computação, matemáticos – se interessando por cidades porque subitamente há todas essas informações e esta vasta complexidade em que podem realmente se aprofundar.

 

 

Mas estes grupos não encontraram uma forma sistemática de se relacionar com as ciências sociais, administração pública, planejamento ou arquitetura. Então estão realizando pesquisas cientificamente muito interessantes com uma visão muito mal concebida dos problemas de uma cidade, dos resultados da pesquisa que possam ser utilizados, e até de como realizá-la de uma forma mais fácil de transferir para o mercado.

 

 

Eu acho que isso está nos preparando para algumas coisas. Ainda vai demorar até que estes grupos produzam novo conhecimento que tenha aplicações práticas nas cidades. Será produzido  de uma forma que não é fácil de consumir. E de certas formas, pode estar ignorando uma vasta pesquisa que veio antes mas foi feita por pessoas que não estavam usando as mesmas ferramentas. Muitas coisas que estão sendo ditas desconsideram a maneira como a ciência social tem sido feita nos últimos cem anos, em grande parte vindo de pessoas que se consideram cientistas rígidos.

 

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O aumento no planeamento de surbúrbio deveu-se principalmente à nova tecnologia do tempo, o carro. Imagem © La Citta Vita

 

Acredito que o planejamento urbano está quase sendo massivamente reprogramado, de forma parecida com o que aconteceu quando surgiu formalmente pela primeira vez, há cerca de 100 anos. Havia pessoas de diferentes disciplinas impulsionadas pela ideia de que há uma crise e que existem todas essas novas técnicas e tecnologias que podem ser usadas para estudar e solucionar problemas urbanos. É uma espécie de ausência de regras – potencialmente muito bom, mas também pode ter ideias bem ruins como resultado.

 

O livro foi avaliado em Nature, o que achei muito estranho, por não ser um livro científico. Foi criticado por não ser científico o suficiente. Escrevi para eles e disse “Veja, estou dizendo que novas ideias científicas são muito frequentemente usadas para fazer coisas ruins nas cidades.” Não sei se foi registrado ou não, mas acho que é algo a que precisamos estar atentos. E particularmente se não estamos pesquisando pensando na aplicação desse conhecimento em um contexto útil na cidade. Você pode tirar algumas conclusões muito estranhas do trabalho.

 

Um que eu sempre cito é o estudo de Geoffrey West que saiu do instituto de Santa Fe sobre como o metabolismo das cidades se dimensiona conforme elas crescem. West realizou muita pesquisa com organismos. O elefante tem o metabolismo muito mais lento que o do beija-flor; o metabolismo de um organismo fica mais lento conforme ele cresce.

 

O metabolismo das cidades na realidade aumenta. Se você desenvolver a ideia, basicamente a única estratégia para a sobrevivência das cidades é crescer, continuar resolvendo seus problemas a uma velocidade maior do que eles são criados. Esta é a dinâmica que ele descreve. Mas do ponto de vista do planejamento urbano, isso não faz nenhum sentido. Não sei o que fazer com esta informação, porque nossas ferramentas são uma espécie de conhecimento cultivado, certo? – em alguns casos bloqueado ativamente o crescimento, e em alguns ainda mais graves gerenciando o declínio. Então é uma observação científica fascinante que parece muito boa em uma fórmula elegante, mas que ninguém sabe como utilizar.

 

A razão pela qual é ruim, eu acho, é que você não pode ter a agenda científica determinada apenas pela curiosidade dos cientistas, particularmente quando se trata de pesquisas sobre cidades e a sobrevivência da civilização urbana. A pesquisa deve ser definida de alguma forma pelas pessoas que serão impactadas por ela. Ainda não vemos isso. Há muita curiosidade sobre os dados das grandes cidades e o que podem nos dizer sem necessariamente direcioná-los a partir de um ponto de vista focado.

 

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A tecnologia se tornou onipresente, mas muitas vezes é difícil de ver as estruturas invisíveis por trás dela. Imagem © Eduardo Merille

 

Você acha que isso pode ser explicado como uma dicotomia entre pesquisa pura e aplicada? Ou é mais um recuo ativo da comunidade científica que não quer se alinhar às pessoas que tradicionalmente trabalharam nessas questões?

 

Acho que há algumas pessoas no centro que vêem seus métodos como superiores e acham que grande parte do que foi feito para estudar cidades no passado foi não-científico, não-rigoroso e inválido. Justo; eles podem ter razão em muitos lugares. Mas também precisa haver uma processo de integração do conhecimento e da experiência que veio antes.

 

Há um estudo de Santa Fe recente, de outra pessoa, Luis Bettencourt,que basicamente sentiu necessidade de  provar para si mesmo o que a maioria das pessoas envolvidas em planejamento urbano ou mesmo simulação urbana sabem, que é o fato do planejamento urbano completo ser computacionalmente intratável. Tentar simular uma cidade inteira para um período de dez anos, por exemplo – há muitas escolhas possíveis e resultados diferentes que de fato superam o número de átomos no universo.

Para mim, este é apenas um dos vários exemplos que temos visto onde este novo quadro de cientistas urbanos provam a si mesmos coisas que já conhecidas ou deduzidas por profissionais e observadores atentos.  Há um centro que se vê levando os estudos urbanos para uma era mais racional, mas acho que há também uma gama crescente de engenheiros e cientistas aplicados mais práticos. Vai levar tempo. Eles ainda não descobriram como quebrar as barreiras entre o que estão fazendo e o governo, planejamento, construção e design.

Devo dizer, entretanto, que acho que o mundo da arquitetura/engenharia/design não tentou de forma agressiva o suficiente educar a si mesmo, suas instituições, seus educadores e profissionais nessas questões. Quando eu ensino minha turma na NYU, tenho pessoas de toda a universidade porque há uma negligência sistemática dessa intersecção entre cidade e tecnologia. Sempre termino com alguns estudantes visionários de quase todos os cursos da universidade que encontram tratamento inadequado dessas questões em seus próprios cursos: administração, direito, arte, mídia, administração pública, engenharia urbana.

 

Arquitetos também são algumas das pessoas menos informadas sobre a questão. Acho que é porque são obviamente muito focados no projeto e no cliente. Mas acho que é também porque para eles a tecnologia é a princípio uma ferramenta de design, uma ferramenta para resolver problemas, não uma força onipresente que está mudando os pressupostos sobre, por exemplo, por que você precisa de um edifício. Qual é a mudança estrutural na economia, ou uso da terra, ou transporte, que está criando a necessidade desse edifício? Eles consideram a priori a necessidade da construção, e a exploração acaba aí. Acho que é algo que está mudando de forma lenta, mas me surpreende que esteja emperrado.

 

Com relação ao planejamento, acho que não há uma coleção distinta de questões que a cidade inteligente trata. Os bens estão nas mãos do setor público e do privado. É política, é o comportamento do cidadão, são mercados para o consumo de tecnologia – é preciso se envolver em uma série de mundo diferentes para realmente entender o quadro como um todo. Pessoas apenas interessadas em justiça social ou desenvolvimento econômico podem deixar passar algumas das peças ou relações chave.

 

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Centro de controle do Rio de Janeiro, construído com a ajuda da IBM. Imagem Cortesia de IBM

 

Se você pudesse participar de um Arup ou HOK e estabelecer um programa para nos ajudar a criar o tipo de cidade inteligente que mais beneficiaria a sociedade, o que você faria?

 

Uma coisa que IBM fez que achei muito inteligente, e que beneficiou o mundo e eles mesmos, foi pegar seu programa central de serviço corporativo e basicamente transformá-lo em um programa gratuito de consultoria de cidades inteligentes. Acumularam um portfólio de cerca de dois mil projetos urbanos significativos feitos gratuitamente.

 

Eu incentivaria as pessoas a se envolverem em algum tipo de projeto comunitário onde estivessem pensando em questões de infraestrutura, design e negócios que são resolvidos para seus clientes em uma escala menor. Para dar um exemplo, estou trabalhando neste projeto em Hoboken, onde moro, para construir uma rede WiFi que funciona com energia solar. Se conseguirmos, irá praticamente funcionar sem custos e construída por todos os cidadãos e pequenas empresas na comunidade. Será independente; basicamente será uma cooperativa muito pouco unida. Foi inspirada pela experiência compartilhada de alagamento durante a tempestade Sandy, com a perda de redes de celulares por oito dias. Se tudo funcionar como planejado, teremos telecomunicações no caso de quase qualquer tipo de desastre previsível.

 

Há vários tipos de projetos como este. Escolher algo que envolve tecnologia, comunidade e lugar e realmente se envolver, eu acho, é a forma de começar a superar as visões grandiosas e realmente compreender o que significa fazer isso a partir da base.

Servidoras Municipais ganham homenagem em praça pública pelo Dia Internacional da Mulher

A Prefeitura de Teresina, através da Secretaria Municipal de Administração e Recursos Humanos (SEMA), promoveu durante todo o dia de hoje (07), na Praça Pedro II, o “Dia da Mulher Servidora”, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. O evento contou com a parceria da Fundação Municipal de Saúde (FMS); Coordenadoria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (CMPM); Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Seccional Piauí; Defensoria Pública do Estado do Piauí, entre outros. Além de dezenas de servidores municipais, a festa contou com a presença de secretários municipais, representantes da Câmara Municipal de Teresina e a Ordem dos Advogados do Brasil. Entre eles, o secretário municipal de Administração, Charlles Max, o secretário municipal de Planejamento, Washington Bonfim, o secretário municipal de finanças, Admilson Lustosa, os vereadores Ricardo Bandeira e Cida Santiago, além da vice-presidente da OAB/PI, Eduarda Miranda. O secretário de Administração, Charlles Max, fez a abertura da solenidade lembrando a importância da mulher e, principalmente, das servidoras municipais: “É um prazer realizar essa homenagem às nossas mulheres servidoras que, além de esposas, mães e filhas, ainda desempenham um papel fundamental para o crescimento de nossa cidade”, afirmou. As servidoras municipais puderam assistir a palestras sobre nutrição, violência doméstica, empreendedorismo, finanças domésticas, saúde e valorização da mulher, além de assistir um show de humor com Dirceu Andrade, apresentações culturais com o grupo Coisa de Nêgo e dançar ao som da banda Groove da Negona. Vários stands foram montados na Praça Pedro II, oferecendo serviços como assessoria jurídica, cursos de maquiagem, aferição de pressão arterial, massagens corporais, entre outros. Durante a programação, as servidoras também tiveram aula de ginástica, distribuição de brindes, e ainda um coffee break

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Sema faz convocação de 105 novos professores para escolas municipais

A Secretaria Municipal de Administração e Recursos Humanos (SEMA) publicou hoje (07) o edital de convocação de mais 105 professores classificados do Processo Seletivo Simplificado para Professor Substituto. Os convocados irão atuar na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental – 1º ao 5º ano -, junto à Secretaria Municipal de Educação (SEMEC).

Os professores terão um prazo máximo de 30 dias para comparecerem à Coordenação de Registro da SEMA, na rua Firmino Pires, 121, centro, sala 109, para entregar a documentação necessária, realizar os exames médicos e, posteriormente, assinar o Termo de Contrato.

Segundo o Gerente de Supervisão de Pessoal, Lyndon Johnson, é importante que o candidato compareça o quanto antes para não correr o risco de perder o prazo:

“É fundamental que os convocados não deixem para comparecer à SEMA na última hora, uma vez que, além da entrega dos documentos, ainda é necessário a realização de exames médicos, que requer um certo tempo”, alerta.

Veja a lista de convocados no link abaixo:

EDITAL DE CHAMAMENTO TESTE SELETIVO

Secretário de Planejamento e Gestão de Palmas (TO) visita a SEMA

O Secretário de Administração e Recursos Humanos, Charlles Max, recebeu na manhã de hoje (06) a visita do atual Secretário de Planejamento e Gestão do município de Palmas – TO, Francisco Viana Cruz.
Natural de Teresina, o secretário Francisco Viana, veio a capital piauiense visitar familiares, rever amigos e aproveitou a oportunidade para conhecer um pouco da administração pública municipal. “Sou filho de Teresina e vejo grandes avanços na cidade, por isso, tive a curiosidade de conhecer o Secretário Charlles Max e trocar ideias sobre a Administração Pública”, disse.

Sema realiza licitação para asfaltamento da estrada no povoado Taboca do Pau Ferrado

A Secretaria de Administração e Recursos Humanos (SEMA) concluiu o processo licitatório para  a obra de asfaltamento da estrada que liga o povoado Taboca do Pau Ferrado ao assentamento Pau de Cinza, na zona rural de Teresina.

Participaram da disputa as empresas Agrimaza Agro Industrial e Mineração Ltda, Arcon Construções e Consultoria Ltda e Cerrado Engenharia e Incorporadora Ltda, sendo esta última declarada vencedora do certame. 

O processo licitatório segue para Gerência de Obras da Superintendência de Desenvolvimento Rural  – SDR para a homologação do certame e convocação da empresa vencedora.

A previsão para início da execução das obras no mês de março, ocasião na qual serão asfaltados 2.200 km de estrada, com a finalidade de atender às reivindicações das comunidades Taboca do Pau Ferrado, Loteamento Jordânia, Parque São Mateus, e povoado Boa Esperança.

Para o líder comunitário José Ferreira do Parque São Mateus, a obra vai trazer grandes benefícios para a comunidade. “Estamos aguardando com ansiedade essa estrada, pois toda comunidade irá usufruir dela garantindo ao transporte rural e escolar condições de trafegar”, disse.

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Prefeitura de Teresina prepara homenagem às servidoras municipais em comemoração ao Dia Internacional da Mulher

A Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria de Administração e Recursos Humanos (SEMA), está preparando uma grande festa em comemoração ao Dia Internacional da Mulher: trata-se do evento “Dia da Mulher Servidora”, que será realizado no próximo dia 07 de março, na Praça Pedro II, localizada no centro de Teresina, e vai trazer diversas atrações culturais e palestras, além de oferecer serviços direcionados à saúde da mulher, consultoria jurídica, assistência social, beleza, culinária e distribuição de brindes.

O Prefeito de Teresina, Firmino Filho, destaca a importância da mulher não só na formação do lar, como também na vida profissional. Segundo ele, a evolução da mulher é visível: “Na nossa administração temos a grata alegria de contarmos com mulheres valorosas e que nos ajudam a melhorar a qualidade de vida da população teresinense”, disse.

O Secretário de Administração e Recursos Humanos, Charlles Max, evidencia a luta das mulheres pelos seus direitos, ao longo da história: “É importante lembrar não só das conquistas realizadas, como também do valor de cada mulher que, em sua grande parte, é trabalhadora, mãe e, também, dona de casa”, lembra.

 

 

Veja a programação do evento

 

08:00h – Abertura: coffee break + apresentação musical

09:00h – Palestra sobre nutrição com a Drª Maria Edna Rodrigues de Lima

10:00h – Aula de ginástica com o professor Francinélio Ribeiro

11:00h – palestra sobre violência domestica

12:00h – Intervalo

13:00h – Apresentação de capoeira com o grupo “Raízes do Brasil”

14:00h – Palestra sobre empreendedorismo com a Drª Ana Cristina Pacheco de Araujo Barros

14:30h – Palestra sobre saúde e valorização da Mulher com a Drª Andrea Cronemberg Rufino

15:00h – Apresentação do balé da cidade

16:00h – Palestra sobre finanças domesticas

17:00h – Apresentação do grupo “Coisa de Nêgo”

17:30h – Show de humor com Dirceu Andrade

18:00h – Banda “Groove da Negona”

20:00h – Encerramento

 

Servidores da SEMA participam da segunda turma do Projeto "Integração Social no Trabalho"

Vários servidores da Secretária Municipal de Administração e Recursos Humanos -SEMA tiveram um inicio de manhã diferente nesta sexta-feira (21). É que o Núcleo de Desenvolvimento e Recursos Humanos – NUDERH/SEMA  deu continuidade a segunda turma do projeto “Integração Social no Trabalho”. O evento contou com a participação dos servidores da Central de Licitação e das Comissões Permanentes de Licitação (CPL) – Obras I, II e III, e CPL Compras .

A proposta do projeto é viabilizar uma maior integração entre os servidores, desenvolvendo ações que permitam um momento de estreitamento das relações  gerando vínculos e maximizando o grau de satisfação no ambiente de trabalho.

A primeira turma, aconteceu na última sexta-feira (14) e teve a participação da Gerência de Administração de Pessoal, Centro de Capacitação, Coordenação de Registro e Divisão de Pagamento.

Para a Coordenadora Geral da Central de Licitações da SEMA, Cristina Carvalho a iniciativa está gerando nos servidores uma motivação maior para a realização das tarefas diárias. ” Nós já chegamos ao trabalho com uma perspectiva diferente, sabendo que vamos ter momentos prazerosos e de grande satisfação”, comenta.

O projeto “Integração Social no Trabalho” acontece todas as sextas-feiras, ás 8h, no Telecentro do Centro Nacional de Cultura da Justiça – CENAJUS, localizado ao lado da Prefeitura de Teresina.

 

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Prefeitura de Teresina arrecada mais de R$ 180 mil em leilão de bens inservíveis

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A Prefeitura Municipal de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Administração e Recursos Humanos – SEMA, realizou, no último dia 15 de fevereiro, o primeiro leilão de veículos e bens inservíveis do ano de 2014, ocasião na qual foram disponibilizados 29 lotes compostos dos mais variados itens, dentre eles carros, sucata de informática em geral, sucata de móveis e eletros em geral, sendo todos arrematados.

No total, o valor arrecadado foi de R$ 184.330,00, quantia que esta que será destinada aos cofres públicos e revertidas em melhorias para o município de Teresina.

A Gerente de Material e Patrimônio da SEMA, Nara Porto, avaliou de forma positiva os resultados do leilão: “Tivemos um ótimo resultado no leilão, pois  a transformação de bens inservíveis em patrimônio servível para o município é uma forma de administrar o que é público com seriedade, trazendo economia e ferramentas para uma administração mais eficiente”, afirma.

 

SEMA fomenta manifestações artísticas em seu prédio

A Secretaria Municipal de Administração e Recursos Humanos – SEMA com o fim de promove o bem estar dos servidores municipais, vem realizando, desde o ano 2013, várias melhorias no seu prédio, tanto na parte interna como na parte externa.

Através de convênio firmado entre a SEMA e o Centro Universitário UNINOVAFAPI, alunos do 4º período do curso de Arquitetura e  Urbanização da instituição estão desenvolvendo o projeto arquitetônico e de paisagismo, sendo que este último será executado ainda no primeiro semestre de 2014.

Nas dependências do prédio, o fomento à cultura pode ser notado através de exposição fotográfica do tradicional mercado do Mafuá, além de desenhos feitos com a arte do grafite nas escadas e da exposição de poesias de escritores brasileiros registradas no pátio externo da Secretaria. Mais recentemente foi implantado o Clube do Livro, que busca estimular o gosto pela leitura, disponibilizando várias obras com os mais variados temas aos servidores da SEMA.

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