Campanha alerta sobre o câncer de próstata

O penúltimo mês do ano é tradicionalmente marcado pela Campanha “Novembro Azul”, uma ação de conscientização sobre os perigos do câncer de próstata, que ocorre em homens geralmente a partir de 40 anos.

O câncer de próstata é o câncer mais frequente no sexo masculino, ficando atrás apenas do câncer de pele não menaloma. Estatísticas apontam que a cada seis homens, um é portador da doença. A estimativa é de que, em 2014, 69 mil novos casos sejam diagnosticados, ou seja, a descoberta de um caso a cada 7,6 minutos.

O movimento surgiu na Austrália, em 2003, aproveitando as comemorações do Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, celebrado em 17 de novembro.

Contribuindo com a campanha, a Prefeitura de Teresina, através de órgãos como a Fundação Municipal de Saúde, está realizando, em todos os finais de semana deste mês, mutirões voltados para a saúde do homem nas Unidades Básicas de Saúde. Além disso, um dos principais pontos turísticos da cidade, a Ponte Estaiada, está recebendo iluminação especial em alusão à campanha: azul.

A mudança necessária do “como sempre fizemos” para “como fazer melhor”

“O objetivo aqui é transformar a mentalidade do tipo ‘esta maneira é como nós sempre fizemos isso’ para ‘como podemos fazer isso melhor?’”. A frase acima está sendo usada para destacar o tipo de mudança na gestão governamental no Colorado, nos EUA, enfatizada na página oficial de internet do governo no estado, onde vivem mais de 5,1 milhões de pessoas.

É com esse “pensamento” tipicamente lean que eles apresentam um relatório que resume todo o trabalho de implementação do Sistema Lean no governo desse estado norte-americano.

Na filosofia lean de gestão, é fundamental desenvolver uma mentalidade questionadora, desafiando a situação atual da organização, propondo uma situação futura melhor e agindo concretamente nessa direção.

Um dos objetivos básicos desse sistema de gestão é conseguir “enxergar” e expor os problemas dos processos tradicionais – que muitas vezes repetimos “cegamente” – questionando-se sobre algumas premissas básicas: será que esse processo que eu repito há tanto tempo realmente agrega algum valor ao que está sendo feito? E como é possível melhorar isso?

Só para se ter uma ideia dos resultados concretos conquistados, de outubro de 2011 a junho de 2013, o “Escritório de Planejamento e Orçamento do Estado”, setor ligado diretamente ao governador do Colorado, apoiou a implementação de 81 projetos lean em 16 departamentos do Poder Executivo, sempre visando melhorar os processos de governo. E contabilizam mais de 60 projetos já concluídos.

E, como frequentemente ocorre quando governos implementam o sistema lean, o estado do Colorado vem acumulando, segundo o relatório governamental, uma série de melhorias em diversos indicadores de desempenho. O governo dividiu os resultados dos projetos em ações que:

*Geraram economia de recursos

*Geraram economias de tempo

*Melhoraram indicadores de desempenho

Alguns exemplos concretos ao aplicar o lean em seus processos foram, por exemplo, reduzir em 64% a espera para internação em um de seus centros de saúde, o “Colorado Mental Health Institute”.

Reformulando um processo de geração de documentação fiscal em um departamento da Fazenda, o governo gerou, ainda, uma economia de cerca de 2,1 milhões de dólares. Com o lean, eles desenvolveram um novo processo para garantir que criminosos colocados em liberdade consigam obter mais rapidamente a documentação necessária, o que diminuiu em 15% o custo dessa geração de documentos no departamento de Justiça do Estado, facilitando o reingresso dessas pessoas na vida em sociedade.

Além disso, o governo também vem conseguindo eliminar processos burocráticos nas agências reguladoras do estado, o que resultou em menores taxas para a obtenção dos vários tipos de licenças governamentais, o que traz mais competitividade às empresas instaladas ali.

Dos 81 projetos de implementação lean feitos pelo governo, 45 deles, a maioria, foram direcionados para o que eles chamam de “melhorar a cultura do serviço de atendimento ao cliente”. No caso, cliente é o “cidadão”, que é quem paga os impostos e, portanto, paga as pessoas e os serviços prestados.

O governo do Colorado informa que, para que todo esse processo tenha continuidade, vem treinando, desde 2011, mais de 2.400 funcionários públicos acerca dos conceitos e técnicas lean. Os funcionários públicos vêm recebendo esses treinamentos de diversas formas. A maior parte deles de forma “e-learning”, ou seja, pela internet. Mas também em ações educativas realizadas diretamente nos projetos implementados e, além disso, em cursos e também em atividades de coaching.

Uma frase do governador Hickenlooper do estado do Colorado, eleito em 2011 e que iniciou esse movimento no governo, explica muito sobre uma essência importante do pensamento lean: “fazer um governo mais efetivo e eficiente significa ouvir os funcionários públicos e aprender com eles como podemos fazer melhor o nosso trabalho”.

Eis aqui outra base do sistema lean, ou seja, o desenvolvimento da capacitação das pessoas e a utilização de sua iniciativa e interesse em melhorar e se desenvolver. Já mostrei em coluna anteriores o movimento de implementar a gestão lean em governos dos estados norte-americanos de Ohio  e de Washington.

Fazer esses questionamentos e melhorias nos processos governamentais e mudar a gestão adotando a filosofia lean têm trazido resultados no setor público onde quer que esteja sendo adotada.

Nesta atual fase do Brasil, de novos governadores e presidente eleitos articulando equipes e planos de governo, nunca é demais perguntar: alguém aí já ouviu um deles sequer falando coisas assim? Será que as principais lideranças políticas estão interessadas nisso? Até quando vai prevalecer a ideia de que é preciso gastar cada vez mais e obter cada vez menos resultados?

Não há saída favorável se não melhorarmos profundamente a gestão pública, fazendo muito mais e muito melhor com muito menos recursos. É disso que a nossa sociedade precisa.

*Autor: José Roberto Ferro, presidente do Lean Institute Brasil

A ousadia de fazer PPPs

Charlles Max

Secretário Municipal de Administração e Recursos Humanos de Teresina

 

O encontro harmônico entre os interesses coletivo e privado parece ser um sonho. Para muitos, pode ser um pesadelo, porque empresas não poderiam harmonizar seus interesses com os da maioria, ainda mais quando se envolvem recursos públicos no rol de demandas e serviços públicos prestados por parceiros privados.

 

A desconfiança em relação às parcerias público-privadas é legitima e compreensível em um país onde nunca houve uma fronteira bastante clara a separar interesses do Estado e de setores privados que se valeram de relações com agentes públicos. Porém, não podemos esperar vencer a barreira da desconfiança para agir.

 

Temos que ousar, que fazer as coisas acontecerem, porque o aspecto positivo dessa ousadia haverá de premiar quem tiver coragem de abraçar essa inovação em meio a uma máquina administrativa tanto voltada para rotinas antigas e contraproducentes quanto assentada na zona de conforto da não mudança e do horror à inovação.

 

A cidade de Teresina já dispõe de um mecanismo legal para trilhar essa ousadia administrativa, a Parceria Público-Privada, uma solução para cidades que têm poucos recursos financeiros para avançar com empreendimentos de fôlego. Uma lei municipal trata das PPPs – ainda que a discussão sobre o tema esteja em aberto, porque, afinal, é sempre positivo e democrático que se estabeleça a transparência como guia das ações do gestor público.

 

Um desses debates está disponível em recentes opiniões favoráveis a esta modalidade de investimento, presentes em uma série de artigos publicados pela Fundação Getúlio  Vargas (Cadernos FGV Projetos, Nº 23, de janeiro deste ano).

 

O documento reúne depoimentos e entrevista de personalidades que estão separadas por partidos e até posturas ideológicas, como Andrea Calabi, ligado ao PSDB paulista, e Luciano Coutinho, presidente do BNDES e influente economista relacionado com o Partido dos Trabalhadores, além de José Múrcio Monteiro, ministro do Tribunal de Contas da União. Todos eles com palavras em favor de uma parceria entre o público e o privado em favor do interesse coletivo.

 

Há uma conversão visando um sistema de parcerias em que se busque o apoio a investimentos que resultem em ganhos econômicos para todos. Como afirma Andrea Calabi na entrevista à FGV: as PPPs oferecem oportunidades positivas para concretizar projetos, atendendo a demandas públicas de forma eficiente e lucrativa.

Fazer mais e melhor

Charlles Max
Secretário Municipal de Administração e Recursos Humanos

O Estado brasileiro, entendido como espaço institucional que reúne os três Entes da Federação, tem muitos instrumentos legais para controle e fiscalização de suas finanças. É possível vigiar o desvio de recursos para evitar que ele ocorra, assim como, se ocorrer, há meios legais para punir.

Mas se há meios legais para punir o gestor desonesto, não há como punir o mau gestor que aplica mal o dinheiro público, que peca pela omissão de não inovar ou pelo excesso de ousadia. A gerência ruinosa na administração pública só pode ser punida pelas urnas – e olhe lá, porque há sempre quem não veja defeito em quem gasta muito e gasta mal o dinheiro público.

Gastar bem o dinheiro público é o que a gente pode classificar como uma “inovação permanente” no setor público. Consiste em estar sempre disposto a fazer mais e melhor com recursos parcos, seja porque há aumentos de demandas, seja porque em municípios como Teresina, com receitas bastante limitadas, ousadia é fazer mais com menos.

É no rumo da inovação de trabalhar com eficiência que Teresina começa a dar passos firmes. A criação do Núcleo de Inovação no Setor Público da Prefeitura Municipal de Teresina (Inovarthe), autorizada pelo Prefeito Firmino Filho, é o primeiro passo que sem dúvida vai colocar nossa cidade na trilha de soluções inovadoras, mais eficientes e de menor custo para vários problemas.

O “Inovarthe” começa com a formação de um Banco de Boas Práticas: reunir o que de bom e de eficiente foi feito em outras cidades, mesmo fora do Brasil eque podemos transpor para a realidade de Teresina. Também o que deu certo na cidade vai para esse espaço, para que o Banco de Boas Práticas possa também ser usado por outras cidades.

É tanto desafiador quanto prazeroso reunir ideias e práticas bem sucedidas em qualquer lugar. Assim, torna-se imperioso discuti-las, adaptá-las às nossas demanda, às condições de solo e clima, barateá-las pelo uso de recursos disponíveis. Desafio e prazer de fazer mais e melhor. De preferência sempre tornando eficiente o gasto e o investimento público, gênese do que é inovador e ousado.

Este artigo curto que humildemente submeto à leitura e à crítica de meus concidadãos é o primeiro de uma série que queremos escrever para discutir inovação na administração pública, que, acreditamos, é um modo republicano de conduzir as coisas.

É hora de Respostas Criativas

Charlles Max

Secretário Municipal de Administração e Recursos Humanos de Teresina

A despeito dos avanços econômicos é patente ainda a dependência das cidades brasileiras dos repasses financeiros do governo federal. Sabido, igualmente, que a arrecadação de tributos municipais em muitos casos mal paga a folha de pessoal. Acrescente-se a persistência de velhos problemas e, como não fosse pouco, a toda hora, se avolumam novas e complexas demandas. A conjuntura nebulosa se perfaz quando se constata que na chamada sociedade do conhecimento, da informação, é elevado o grau de exigência da população, de mutabilidade e céleres mudanças. Diante deste cenário e da escassez de recursos, de restrições orçamentárias, o que fazer?

A lição vem do mercado, é preciso inovar. A iniciativa privada sabe, há muito tempo, que para ser competitivo e sobreviver tem que investir em inovação.

Como os governos não podem falir por incontáveis razões,ficar alheio as transformações do mundo moderno, a dinâmica externa implica perda de legitimidade, autoridade e aprofundamento da inércia, imobilismo que marcam o serviço público o que gera ainda mais insatisfação, excesso de burocracia e morosidade.Um sinal claro foram as manifestações de junho de 2013 em todo o País.

Precisamos aprender com as diversas experiências que estão acontecendo visando à melhoria das práticas no setor público: inovações na gestão da informação, atendimento ao usuário/cidadão, simplificação e modernização dos procedimentos, avaliação de desempenho e controle de resultados, bem como gestão de recursos humanos.

Técnicas objetivando a inovação em governos, também, já são conhecidas -Adoção de Coaching(Coaching é uma técnica cujo objetivo é abrir um canal formal que possibilite às pessoas mais experientes atuar como instrutores internos de indivíduos com menos experiência em determinadas atividades); Divulgação de Práticas Relevantes (O objetivo é simples, porém com grande impacto: as práticas já testadas podem ser reproduzidas em outras áreas da organização, com menor esforço, evitando a “reinvenção da roda”); Realização de Entrevistas de Saída (Trata-se de uma técnica voltada para a retenção de conhecimento nas organizações. Consiste em uma entrevista realizada com os(as) colaboradores(as) que estão saindo da organização, normalmente por aposentadoria ou saída acordada, de modo a capturar conhecimento por parte dessas pessoas sobre as atividades que desempenhavam), dentre outras.

Impõe-se hoje aos gestores criar um sistema de estímulo à inovação, motivar o aparato estatal a práticas criativas. Pequenas ideias podem ensejar grandes mudanças.

Pelo fim da cidade clandestina

Charlles Max
Secretário Municipal de Administração e Recursos Humanos

Em face da impossibilidade de ter acesso às formas de moradia ofertadas pelo mercado imobiliário, às famílias de baixa renda ou sem rendimentos são compelidas, forçadas a ocuparem as periferias dos centros urbanos. Além de edificações precárias, não condignas, vê-se, como notas marcantes, a ocupação de terrenos alheios (de particulares ou do poder público) e a pouca ou nenhuma presença dos equipamentos, aparelhos do Estado. É fato, também, que este modelo de “segregação residencial” acaba por fomentar um ciclo de miséria, pobreza, bem assim a degradação ambiental (destruição de áreas verdes, mananciais, etc.).

Só em Teresina vivendo nos chamados aglomerados subnormais, ou seja, vilas, favelas, cortiços e/ou áreas residenciais em que há problemas de regularização fundiária, são 131.451 pessoas, portanto, 16 da população da nossa Capital. Número preocupante, mormente levando em consideração que a Prefeitura, infelizmente, não dispõe de recursos suficientes para absorver a crescente e complexa demanda por moradia. Problema, sabido, afeito a todos os centros urbanos do país.

A par desta situação, é dever do município de Teresina como responsável pelo controle do uso e ocupação do solo e indutor de políticas públicas de inclusão social, buscar formas e meios de equacionar este problema ou mitigá-lo.

Um dos instrumentos jurídico e político de regularização fundiária em favor da população carente é o usucapião especial urbano coletivo. O objetivo – em síntese – legalizar áreas de ocupação coletiva já consolidada mediante o reconhecimento judicial do direito adquirido dos possuidores por terem dado um uso social a estas áreas (utilização do imóvel com habitações familiares).

Em que pese as dificuldades de se valer de uma ação judicial, é medida alternativa de acesso ao solo urbano e à moradia que precisa ser exercitada. Não se trata de remédio redentor, no entanto é mais uma janela que se abre visando minorar o déficit habitacional e, acima de tudo, elemento de pacificação, estabilidade social.

Ao dirigente público cabe não só fomentar o debate, mas sobreduto a adoção de medidas visando à concretude deste importante instrumento de inserção da população de baixa renda na cidade legal, formal, aquela urbanizada, com condições de habitalidade e qualidade de vida. Pelo fim, portanto, da cidade clandestina.

10 táticas de pessoas de sucesso para fazer o tempo render

De aproveitar o trajeto para o trabalho até manter um diário de “nãos”, veja as estratégias de personalidades do mundo dos negócios para administrar o tempo

Modelo segura carteira e usa relógio:

Modelo segura carteira e usa relógio: tempo é o principal recurso que um profissional pode ter – e os bem sucedidos sabem bem disso

São Paulo – De nada vale um currículo impecável e habilidades que fazem qualquer chefe ficar boquiaberto, se você não sabe administrar bem o próprio tempo. Pois é.

Não é por acaso que pessoas bem sucedidas em suas devidas áreas de atuação encaram o tempo como um recurso valioso e, por isso, criam estratégias rebuscadas para lidar com ele.

Exemplo disso é o CEO da BP Capital que coloca telefone, e-mail e serviços de mensagens de lado para falar pessoalmente com as pessoas. Ou o editor da Newyorker.com que aproveita o trajeto que faz todos os dias ao trabalho para praticar exercícios físicos. Enquanto uma escritora de livros de gestão mantém um diário de “nãos”.

Essas e outras experiências foram compartilhadas pelos chamados influenciadores do LinkedIn em uma série de produtividade lançada na rede social profissional.

Das 74 ocorrências sobre o assunto, selecionamos as mais interessantes (e plausíveis para a realidade do brasileiro). Confira e aprenda a fazer uma boa administração do tempo:

Siga a regra do 1 minuto

No dia a dia, a autora Gretchen Rubin cumpre à risca o lema: “Faça, sem procrastinar, qualquer tarefa que pode ser concluída em um minuto”. Ponto. “Algo bom da regra do um minuto é que eu não precisa que pensar em prioridades”, escreveu.

Tome o controle do seu smartphone

“Gerencie seu celular, não o deixe gerenciar você”, escreveu Richard Branson, fundador do Virgin Group. Apesar do tom dramático, ele não poderia estar mais certo.

Um olhar mais atento é suficiente para comprovar que, de ferramentas úteis ao trabalho, os smartphones estão se transformando em verdadeiros vilões do tempo.

“Algo muito ruim aconteceu com a chegada do smartphone. As reuniões ficaram mais longas. A razão é que as pessoas começam a checar seus e-mails em vez de prestar atenção no que está acontecendo”, disse no LinkedIn Shane Atchison, CEO da Possible.

Por isso, a primeira coisa que ela faz ao chegar em uma reunião é desligar o celular na frente de todo mundo e oloca-lo virado sobre a mesa. “Eu posso me concentrar melhor no negócio que está em nossas mãos. Sem distrações”, escreveu a executiva.

Use a tecnologia de um jeito inteligente

Com isso, caímos em um tema caro para quem tem que lidar o dia todo com tecnologia. Todas estas ferramentas podem ser fortes aliadas da sua produtividade – desde que você saiba como usá-las.

Comece, aprendendo alguns atalhos no teclado. “Toda vez que você usa seu mouse, você perde um pouco da sua vida”, brinca Charles Best, CEO da DonorsChoose.org.

O mesmo acontece quando você se distrai com o alerta de algum e-mail ou investe tempo no ato de lembrar as diferentes senhas. Por isso, aconselha o executivo, lime as notificações e use aplicativos como 1Password que armazena e gerencia senhas, por exemplo.

“Eu abraço as novas tecnologias e aprendo como usá-las e otimizo meu smartphone organizando as informações”, disse David H. Stevens, CEO da Mortgage Bankers Association.

Colonize seu e-mail

Na hora de lidar com o e-mail, é preciso ser estratégico. Por isso, todos os dias, Gary Shapiro, CEO da Consumer Electronics Association, mantém o hábito de cancelar a inscrição de alguma newsletter ou grupo de e-mails.

Outra estratégia dele é criar um jogo para ler todos os e-mails. “Sempre que tenho menos que 100 mensagens na minha caixa de entrada, jogo uma partida do ‘Words with friends’ – meu jogo favorito”, brinca.

Outra tática do executivo é usar serviços de reconhecimento de voz, como a Siri da Apple, para ditar e-mails e respostas.

Escolha o ao vivo

Em tempos de WhatsApp, e-mails e smartphones, a comunicação “tête-à-tête, em alguns locais, virou mito. Exceto para T. Boone Pickens, CEO do BP Capital e da TBP Investments Management.

Para o empresário, a comunicação ao vivo é a melhor e mais eficiente estratégia para administrar o tempo e, de quebra, alimentar a inovação.

“Eu quero saber o que minha equipe está ouvindo, lendo e pensando”, escreveu em sua página no LinkedIn. “Se eles não estão falando comigo, eu os procuro e pergunto”.

 

Torne o trajeto para o trabalho útil

Você já contabilizou quantas horas dedica ao percurso de ida e volta para o trabalho todos os dias. Calculou? Então, imagine o volume de atividades que você poderia aproveitar para fazer neste espaço de tempo.

De praticar inglês ou ouvir notícias (para quem vai dirigindo) até ler o jornal ou um livro (para quem vai de carona ou de transporte público), dá para fazer quase de tudo no percurso.

Nicholas Thompson, editor da Newyorker.com, decidiu aproveitar este tempo para … fazer uma atividade física. Regularmente, ele aproveita o trajeto para o trabalho para correr.

“Alguns dias, eu corro para o trabalho; em outros, para a casa; raramente, faço os dois”, contou no LinkedIn. “Eu levo cerca de 45 minutos para ir de metrô e 1 hora e cinco minutos para ir correndo”.

Enquanto corre, o jornalista ainda ouve podcasts ou o áudio de algum livro. E, segundo ele revelou, Thompson deixa um sapato e outras roupas de escritório na redação para não ter que levar peso.

Cultive o não

Ferramentas e métodos de gestão de tempo são inúteis se você não praticar uma ideia: a de falar não.

Recusar convites ou pedidos não é suficiente. A proposta é falar não para si mesmo: não para o impulso de acessar o Facebook, não para o hábito de ficar horas no cafezinho, não para o vício em e-mails ou em reuniões longas e por aí vai.

Para se motivar e mensurar os próprios avanços neste sentido, a autora Beth Kanter mantém um diário dos não que concede ao longo dos dias.

“Escrever e refletir sobre isso (…) não apenas me deu as palavras para falar não de um jeito gentil no futuro, mas também me ajudou a apertar o botão de pausa”, escreveu. “Esta pausa me ajudou a compreender as situações e os padrões em que eu deveria mudar meu sim inicial para um não”.
Coloque coordenadas
“Ao mapear seus pensamentos de um jeito visual, você ativa insights na sua mente”, escreveu Michael Powell, CEO da NCTA. Por isso, em vez de criar uma lista de tarefas linear, o executivo organiza as próprias ideias seguindo um modelo de fluxograma.

“Comece com uma ideia central no meio e desenhe conexões com outras imagens e ideias”, descreve.
Acerte seu relógio biológico
Se autoconhecimento é fundamental para crescer na carreira, em termos de gestão de tempo, esta necessidade deve ser levada até as últimas consequências. Pelo menos, é isso que Sallie Krawcheck, chefe da rede de networking feminino 85 Broads, faz.

Ela descobriu que seu relógio biológico funciona muito bem nas primeiras horas do dia. “Eu nunca sou tão produtiva quanto às 4 horas da manhã”, contou no LinkedIn. “Essa é a hora do dia em que eu, geralmente, tenho uma onda de ideias (algumas delas, realmente, boas)”.
Aproveite o máximo das reuniões
As reuniões (e como torná-las mais eficientes) estão na pauta de boa parte dos participantes da série do LinkedIn.
Daniel Portilho, da Greylock Partners, por exemplo, não aceita um convite para uma reunião se o encontro não tiver uma pauta. “O planejamento (…) força as pessoas a pensar como o tempo será usado e se há outros meios para cumprir o objetivo sem ter que se encontrar”, disse.

Agora, quando elas forem necessárias, dá para economizar tempo ao executá-las. Por isso, a equipe de Brad Keywell, cofundador do Lightbank e Groupon,já se acostumou a fazer reuniões diárias em pé.
“A meta é simplesmente ter certeza de que todos farão o melhor uso do seu tempo nas próximas 24 horas”, escreveu.

Se isso não for possível, uma medida simples para tornar os encontros corporativos mais eficientes é fugir da mania de ser multitarefa.
“Minha companhia pesquisou como as pessoas trabalham e descobriu que o ato de ser multitarefa pode criar tanta distração que a pessoa perde o equivalente a 10 pontos de QI”, afirmou Arne Sorenson, CEO do Marriott International.

Agora, veja uma dica da neurociência para manter a concentração em mais uma edição do Sua Carreira

Descubra também qual a diferença entre um workaholic e um profissional esforçado:

 

 

 

Como podemos implementar cidades inteligentes?

Neste artigo, originalmente publicado por Arup Connect como “Anthony Townsend on Smart Cities“, Townsend discute seu livro “Smart Cities: Big Data, Civic Hackers, and the Quest for a New Utopia” e explica como, na sua visão, o impulso em direção às cidades inteligentes esta sendo liderado pelas pessoas erradas – ou seja, empresas de tecnologia com objetivos de curto prazo. Os arquitetos, planejadores e cientistas que deveriam estar liderando esta mudança, entretanto, geralmente encontram dificuldades para compartilhar seu conhecimento.

Seu livro argumenta que há uma necessidade de ações de base ao invés de implementação de cidades inteligentes de cima para baixo liderada por empresas. Como você vê arquitetos e engenheiros se encaixando neste quadro?

Arquitetos e engenheiros em geral devem atender os interesses de seus clientes. Há um equilíbrio que deve ser atingido, quase de projeto em projeto, sobre o quanto podem dizer de uma peça de tecnologia relacionada ao modelo de negócios para o projeto, ou até uma estratégia de placemaking, tem consequências não intencionais, ou que pode haver uma abordagem mais democrática ou inovadora.

Muito da visão de cidades inteligente foi formada por engenheiros de TI e profissionais de marketing. O problema não é só o fato de ser uma visão relativamente ingênua sendo forçada por empresas com objetivos de venda em curto prazo. É que simplesmente não compreende a complexidade do urbanismo de qualidade, e o papel que comunicação e informação têm na criação de bons lugares em que as pessoas gostariam de comprar, trabalhar, morar.

 

Os últimos cinco anos foram quase um falso começo. Em 2008, o mundo é 50% urbano pela primeira vez; há mais linhas móveis de banda larga instaladas pela primeira vez; há mais coisas e pessoas na internet pela primeira vez. E então vem a recessão. Foi a recessão que levou muitas dessas empresas a começar a ver o governo – particularmente governos locais – e incorporadores imobiliários como clientes.

 

 

Esta visão não vendeu muito bem. Sua estratégia de cidade inteligente não se desenvolveu da forma que esperavam. Estão capturando parte dos gastos em infraestrutura acontecendo; é onde os Arups e Buro Happolds do mundo  estão indo bem, descobrindo como integrar 1 a 2% do orçamento de uma construção típica, seja em relação à escala do edifício, a escala da vizinhança, ou a escala de todo o setor de infraestrutura. É de fato apenas uma pequena porcentagem gasta em coisas pequenas. Mas adiciona um enorme valor ao restante, sendo uma fatia muito estratégica.

 

 

Acho que agora estamos nos preparando para determinar a próxima visão de cidades inteligentes. O que tentei fazer com o livro foi pegar aquela pequena visão do futuro que testávamos recebendo do mercado corporativo, explodi-la, e relacionar aos debates mais amplos sobre a natureza da urbanização. Eu queria olhar para a história e dizer, bem, o que aconteceu nas últimas vezes que introduzimos toda uma série de tecnologias para resolver os problemas das cidades? Quais foram as escolhas que fizemos, quais foram os resultados, e o que aprendemos?

 

 

Particularmente quando olhamos para a motorização pós guerra, muitas das novas formas urbanas que foram imaginadas e, em seguida, construídas, de certa forma simplesmente aconteceram, graças ao planejamento ruim ou a falta de planejamento, Não foi um processo particularmente saudável. Muito do que estamos tentando fazer com esta onda de tecnologias inteligentes é desfazer as consequências não previstas da onda anterior.

 

 

O subtítulo do livro é “a busca de uma nova utopia”. Não é projeto para um nova utopia, porque não tenho as respostas. Penso que em muitos casos é equivocado pensar dessa forma. Songdo e Masdar e Dongtan, estes lugares muito planejados e integrados onde uma pequena fração da população irá viver, são uma espécie de tentativas quixotescas de planejar o futuro. Mas o futuro é a megacidade em expansão  do mundo em desenvolvimento. Ou, se você acredita em McKinsey, as 500 cidades com 500.000 a um milhão de pessoas das quais ninguém nunca ouviu falar e em que arquitetos famosos não estão brigando para entrar. Novas visões para estes lugares que alavancam todos os recursos dessas tecnologias são o que acredito que será realmente interessante.

 

 

Há mais de 570.000 governos locais no mundo, e a visão do futuro será inovação paralela em todas e não só algumas das megacidades. É o que eu espero como resultado disso – que pessoas não irão mais dizer que visões de cidades inteligentes são algo que precisam consumir, mas algo que possam criar por si mesmos.

 

 

Acredito que estas profissões – arquitetura, engenharia, planejamento – estão em um ponto ideal para contribuir com esse processo pois entendem as questões urbanas em jogo, bem como as possibilidades e limites da tecnologia.

 

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Songdo, Coréia do Sul. Imagem © ElTrekero

 

Você escreveu no livro “Arquitetos e engenheiros de cidade inteligentes precisarão recorrer a informática e urbanismo ao mesmo tempo. Há cerca de uma dúzia de pessoas hoje no mundo que conseguem fazer isso de forma eficaz”. Você pode falar um pouco mais sobre como vê isto se desenrolar nas próximas décadas? Você acha que há reconhecimento suficiente dessa falha?

 

 

Está melhorando. Eu realizei um curso sobre isso no ano passado que não tinha feito em oito anos, e ficou claro que pularia as duas ou três primeiras semanas que explicavam os fundamentos básicos da internet. Eles tem muito disso em seu repertório, e o que não tem podem conseguir com a imprensa de tecnologia e negócios. É uma grande mudança. Estas coisas são parte íntima da vida cotidiana das pessoas mesmo que sejam invisíveis, que é porque tem sido mais difícil explicar isso do que, por exemplo, como funciona o transporte.

 

 

No governo, há muitas pessoas que foram ensinadas muito rapidamente sobre as questões chave poque têm seus eleitorados ou líderes dizendo “O que é isso, o que pode fazer por nós, qual o custo?”. E muitas das mensagens de marketing foram direcionadas a eles. Há também muitas ONGs agora realizando educação e treinamento, o que eu acho que está ajudando.

 

 

Mas em termos de resposta educacional, tem sido na verdade bastante medíocre. Uma das coisas que você tem visto nos últimos 12 ou 18 meses é um grande aumento na formação de grupos de pesquisa científica urbana em universidades por todo o mundo. Há três só na cidade de Nova York lançados em Columbia, NYU e o novo campus Cornell. Há dois em Londres, um em University of Chicago. É uma espécie de boom. E está sendo impulsionado principalmente por cientistas físicos – físicos, cientistas da computação, matemáticos – se interessando por cidades porque subitamente há todas essas informações e esta vasta complexidade em que podem realmente se aprofundar.

 

 

Mas estes grupos não encontraram uma forma sistemática de se relacionar com as ciências sociais, administração pública, planejamento ou arquitetura. Então estão realizando pesquisas cientificamente muito interessantes com uma visão muito mal concebida dos problemas de uma cidade, dos resultados da pesquisa que possam ser utilizados, e até de como realizá-la de uma forma mais fácil de transferir para o mercado.

 

 

Eu acho que isso está nos preparando para algumas coisas. Ainda vai demorar até que estes grupos produzam novo conhecimento que tenha aplicações práticas nas cidades. Será produzido  de uma forma que não é fácil de consumir. E de certas formas, pode estar ignorando uma vasta pesquisa que veio antes mas foi feita por pessoas que não estavam usando as mesmas ferramentas. Muitas coisas que estão sendo ditas desconsideram a maneira como a ciência social tem sido feita nos últimos cem anos, em grande parte vindo de pessoas que se consideram cientistas rígidos.

 

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O aumento no planeamento de surbúrbio deveu-se principalmente à nova tecnologia do tempo, o carro. Imagem © La Citta Vita

 

Acredito que o planejamento urbano está quase sendo massivamente reprogramado, de forma parecida com o que aconteceu quando surgiu formalmente pela primeira vez, há cerca de 100 anos. Havia pessoas de diferentes disciplinas impulsionadas pela ideia de que há uma crise e que existem todas essas novas técnicas e tecnologias que podem ser usadas para estudar e solucionar problemas urbanos. É uma espécie de ausência de regras – potencialmente muito bom, mas também pode ter ideias bem ruins como resultado.

 

O livro foi avaliado em Nature, o que achei muito estranho, por não ser um livro científico. Foi criticado por não ser científico o suficiente. Escrevi para eles e disse “Veja, estou dizendo que novas ideias científicas são muito frequentemente usadas para fazer coisas ruins nas cidades.” Não sei se foi registrado ou não, mas acho que é algo a que precisamos estar atentos. E particularmente se não estamos pesquisando pensando na aplicação desse conhecimento em um contexto útil na cidade. Você pode tirar algumas conclusões muito estranhas do trabalho.

 

Um que eu sempre cito é o estudo de Geoffrey West que saiu do instituto de Santa Fe sobre como o metabolismo das cidades se dimensiona conforme elas crescem. West realizou muita pesquisa com organismos. O elefante tem o metabolismo muito mais lento que o do beija-flor; o metabolismo de um organismo fica mais lento conforme ele cresce.

 

O metabolismo das cidades na realidade aumenta. Se você desenvolver a ideia, basicamente a única estratégia para a sobrevivência das cidades é crescer, continuar resolvendo seus problemas a uma velocidade maior do que eles são criados. Esta é a dinâmica que ele descreve. Mas do ponto de vista do planejamento urbano, isso não faz nenhum sentido. Não sei o que fazer com esta informação, porque nossas ferramentas são uma espécie de conhecimento cultivado, certo? – em alguns casos bloqueado ativamente o crescimento, e em alguns ainda mais graves gerenciando o declínio. Então é uma observação científica fascinante que parece muito boa em uma fórmula elegante, mas que ninguém sabe como utilizar.

 

A razão pela qual é ruim, eu acho, é que você não pode ter a agenda científica determinada apenas pela curiosidade dos cientistas, particularmente quando se trata de pesquisas sobre cidades e a sobrevivência da civilização urbana. A pesquisa deve ser definida de alguma forma pelas pessoas que serão impactadas por ela. Ainda não vemos isso. Há muita curiosidade sobre os dados das grandes cidades e o que podem nos dizer sem necessariamente direcioná-los a partir de um ponto de vista focado.

 

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A tecnologia se tornou onipresente, mas muitas vezes é difícil de ver as estruturas invisíveis por trás dela. Imagem © Eduardo Merille

 

Você acha que isso pode ser explicado como uma dicotomia entre pesquisa pura e aplicada? Ou é mais um recuo ativo da comunidade científica que não quer se alinhar às pessoas que tradicionalmente trabalharam nessas questões?

 

Acho que há algumas pessoas no centro que vêem seus métodos como superiores e acham que grande parte do que foi feito para estudar cidades no passado foi não-científico, não-rigoroso e inválido. Justo; eles podem ter razão em muitos lugares. Mas também precisa haver uma processo de integração do conhecimento e da experiência que veio antes.

 

Há um estudo de Santa Fe recente, de outra pessoa, Luis Bettencourt,que basicamente sentiu necessidade de  provar para si mesmo o que a maioria das pessoas envolvidas em planejamento urbano ou mesmo simulação urbana sabem, que é o fato do planejamento urbano completo ser computacionalmente intratável. Tentar simular uma cidade inteira para um período de dez anos, por exemplo – há muitas escolhas possíveis e resultados diferentes que de fato superam o número de átomos no universo.

Para mim, este é apenas um dos vários exemplos que temos visto onde este novo quadro de cientistas urbanos provam a si mesmos coisas que já conhecidas ou deduzidas por profissionais e observadores atentos.  Há um centro que se vê levando os estudos urbanos para uma era mais racional, mas acho que há também uma gama crescente de engenheiros e cientistas aplicados mais práticos. Vai levar tempo. Eles ainda não descobriram como quebrar as barreiras entre o que estão fazendo e o governo, planejamento, construção e design.

Devo dizer, entretanto, que acho que o mundo da arquitetura/engenharia/design não tentou de forma agressiva o suficiente educar a si mesmo, suas instituições, seus educadores e profissionais nessas questões. Quando eu ensino minha turma na NYU, tenho pessoas de toda a universidade porque há uma negligência sistemática dessa intersecção entre cidade e tecnologia. Sempre termino com alguns estudantes visionários de quase todos os cursos da universidade que encontram tratamento inadequado dessas questões em seus próprios cursos: administração, direito, arte, mídia, administração pública, engenharia urbana.

 

Arquitetos também são algumas das pessoas menos informadas sobre a questão. Acho que é porque são obviamente muito focados no projeto e no cliente. Mas acho que é também porque para eles a tecnologia é a princípio uma ferramenta de design, uma ferramenta para resolver problemas, não uma força onipresente que está mudando os pressupostos sobre, por exemplo, por que você precisa de um edifício. Qual é a mudança estrutural na economia, ou uso da terra, ou transporte, que está criando a necessidade desse edifício? Eles consideram a priori a necessidade da construção, e a exploração acaba aí. Acho que é algo que está mudando de forma lenta, mas me surpreende que esteja emperrado.

 

Com relação ao planejamento, acho que não há uma coleção distinta de questões que a cidade inteligente trata. Os bens estão nas mãos do setor público e do privado. É política, é o comportamento do cidadão, são mercados para o consumo de tecnologia – é preciso se envolver em uma série de mundo diferentes para realmente entender o quadro como um todo. Pessoas apenas interessadas em justiça social ou desenvolvimento econômico podem deixar passar algumas das peças ou relações chave.

 

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Centro de controle do Rio de Janeiro, construído com a ajuda da IBM. Imagem Cortesia de IBM

 

Se você pudesse participar de um Arup ou HOK e estabelecer um programa para nos ajudar a criar o tipo de cidade inteligente que mais beneficiaria a sociedade, o que você faria?

 

Uma coisa que IBM fez que achei muito inteligente, e que beneficiou o mundo e eles mesmos, foi pegar seu programa central de serviço corporativo e basicamente transformá-lo em um programa gratuito de consultoria de cidades inteligentes. Acumularam um portfólio de cerca de dois mil projetos urbanos significativos feitos gratuitamente.

 

Eu incentivaria as pessoas a se envolverem em algum tipo de projeto comunitário onde estivessem pensando em questões de infraestrutura, design e negócios que são resolvidos para seus clientes em uma escala menor. Para dar um exemplo, estou trabalhando neste projeto em Hoboken, onde moro, para construir uma rede WiFi que funciona com energia solar. Se conseguirmos, irá praticamente funcionar sem custos e construída por todos os cidadãos e pequenas empresas na comunidade. Será independente; basicamente será uma cooperativa muito pouco unida. Foi inspirada pela experiência compartilhada de alagamento durante a tempestade Sandy, com a perda de redes de celulares por oito dias. Se tudo funcionar como planejado, teremos telecomunicações no caso de quase qualquer tipo de desastre previsível.

 

Há vários tipos de projetos como este. Escolher algo que envolve tecnologia, comunidade e lugar e realmente se envolver, eu acho, é a forma de começar a superar as visões grandiosas e realmente compreender o que significa fazer isso a partir da base.

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O presente artigo retrata a aplicação do Princípio do Desenvolvimento Sustentável em alguns dispositivos normativos previstos na Lei nº 12.462/2011 como mecanismo de viabilidade jurídica para concretização do Regime Diferenciado de Contratações Públicas – RDC. O progresso do desenvolvimento socioeconômico, político e cultural em consonância à preservação do meio ambiente, também é aqui abordado.

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