É hora de Respostas Criativas

Charlles Max

Secretário Municipal de Administração e Recursos Humanos de Teresina

A despeito dos avanços econômicos é patente ainda a dependência das cidades brasileiras dos repasses financeiros do governo federal. Sabido, igualmente, que a arrecadação de tributos municipais em muitos casos mal paga a folha de pessoal. Acrescente-se a persistência de velhos problemas e, como não fosse pouco, a toda hora, se avolumam novas e complexas demandas. A conjuntura nebulosa se perfaz quando se constata que na chamada sociedade do conhecimento, da informação, é elevado o grau de exigência da população, de mutabilidade e céleres mudanças. Diante deste cenário e da escassez de recursos, de restrições orçamentárias, o que fazer?

A lição vem do mercado, é preciso inovar. A iniciativa privada sabe, há muito tempo, que para ser competitivo e sobreviver tem que investir em inovação.

Como os governos não podem falir por incontáveis razões,ficar alheio as transformações do mundo moderno, a dinâmica externa implica perda de legitimidade, autoridade e aprofundamento da inércia, imobilismo que marcam o serviço público o que gera ainda mais insatisfação, excesso de burocracia e morosidade.Um sinal claro foram as manifestações de junho de 2013 em todo o País.

Precisamos aprender com as diversas experiências que estão acontecendo visando à melhoria das práticas no setor público: inovações na gestão da informação, atendimento ao usuário/cidadão, simplificação e modernização dos procedimentos, avaliação de desempenho e controle de resultados, bem como gestão de recursos humanos.

Técnicas objetivando a inovação em governos, também, já são conhecidas -Adoção de Coaching(Coaching é uma técnica cujo objetivo é abrir um canal formal que possibilite às pessoas mais experientes atuar como instrutores internos de indivíduos com menos experiência em determinadas atividades); Divulgação de Práticas Relevantes (O objetivo é simples, porém com grande impacto: as práticas já testadas podem ser reproduzidas em outras áreas da organização, com menor esforço, evitando a “reinvenção da roda”); Realização de Entrevistas de Saída (Trata-se de uma técnica voltada para a retenção de conhecimento nas organizações. Consiste em uma entrevista realizada com os(as) colaboradores(as) que estão saindo da organização, normalmente por aposentadoria ou saída acordada, de modo a capturar conhecimento por parte dessas pessoas sobre as atividades que desempenhavam), dentre outras.

Impõe-se hoje aos gestores criar um sistema de estímulo à inovação, motivar o aparato estatal a práticas criativas. Pequenas ideias podem ensejar grandes mudanças.