Charlles Max
Secretário Municipal de Administração e Recursos Humanos

O Estado brasileiro, entendido como espaço institucional que reúne os três Entes da Federação, tem muitos instrumentos legais para controle e fiscalização de suas finanças. É possível vigiar o desvio de recursos para evitar que ele ocorra, assim como, se ocorrer, há meios legais para punir.

Mas se há meios legais para punir o gestor desonesto, não há como punir o mau gestor que aplica mal o dinheiro público, que peca pela omissão de não inovar ou pelo excesso de ousadia. A gerência ruinosa na administração pública só pode ser punida pelas urnas – e olhe lá, porque há sempre quem não veja defeito em quem gasta muito e gasta mal o dinheiro público.

Gastar bem o dinheiro público é o que a gente pode classificar como uma “inovação permanente” no setor público. Consiste em estar sempre disposto a fazer mais e melhor com recursos parcos, seja porque há aumentos de demandas, seja porque em municípios como Teresina, com receitas bastante limitadas, ousadia é fazer mais com menos.

É no rumo da inovação de trabalhar com eficiência que Teresina começa a dar passos firmes. A criação do Núcleo de Inovação no Setor Público da Prefeitura Municipal de Teresina (Inovarthe), autorizada pelo Prefeito Firmino Filho, é o primeiro passo que sem dúvida vai colocar nossa cidade na trilha de soluções inovadoras, mais eficientes e de menor custo para vários problemas.

O “Inovarthe” começa com a formação de um Banco de Boas Práticas: reunir o que de bom e de eficiente foi feito em outras cidades, mesmo fora do Brasil eque podemos transpor para a realidade de Teresina. Também o que deu certo na cidade vai para esse espaço, para que o Banco de Boas Práticas possa também ser usado por outras cidades.

É tanto desafiador quanto prazeroso reunir ideias e práticas bem sucedidas em qualquer lugar. Assim, torna-se imperioso discuti-las, adaptá-las às nossas demanda, às condições de solo e clima, barateá-las pelo uso de recursos disponíveis. Desafio e prazer de fazer mais e melhor. De preferência sempre tornando eficiente o gasto e o investimento público, gênese do que é inovador e ousado.

Este artigo curto que humildemente submeto à leitura e à crítica de meus concidadãos é o primeiro de uma série que queremos escrever para discutir inovação na administração pública, que, acreditamos, é um modo republicano de conduzir as coisas.