Qual o limite entre beber socialmente e ser um alcoólico? Como saber se alguém faz uso abusivo de álcool? Essas e outras perguntas foram respondidas na palestra sobre alcoolismo, realizada dia 03 de Setembro no Auditório da SEMA.

Ao promover o evento, o Núcleo de Desenvolvimento de Recursos Humanos – NUDERH  procurou prestigiar servidores  da Casa. Para ministrar a palestra foram convidados o CTO –  comitê trabalhando com os outros –  dos Alcoólicos Anônimos de Teresina.
Os palestrantes apresentaram o tema sempre respaldados em números e definições oficiais, como as da Organização Mundial de Saúde (OMS). Segundo a entidade, o alcoólico é um bebedor excessivo que cria dependência física e psíquica. O alcoolismo também se caracteriza por ser fonte de problemas na vida social, familiar, ocupacional e em outros níveis. O encontro também contou com uma Roda de Conversa entre os servidores, onde foi mencionado a importância da família no tratamento do dependente.

 

Segundo informações divulgadas na palestra, o alcoolismo é progressivo e está classificado em dois tipos: o agudo e o crônico. No primeiro, o bebedor faz a ingestão num único dia, num curto espaço de tempo, muitas vezes levando ao chamado “coma alcoólico”. O crônico é definido pela ingestão excessiva durante vários dias, originando a concentração permanente de álcool no organismo.

Apesar da condição permanente de dependente, há tratamento eficaz para a doença. “A pessoa não consegue parar sozinha. Além da ajuda da família, que muitas vezes já está demasiadamente desestruturada e cansada por conta do problema, a ajuda dos colegas de trabalho é muito importante. Mas o auxílio profissional com tratamento clínico e psicológico é indispensável, pois a vontade de beber somente adormece. Se despertar, a problemática volta com a mesma voracidade”, explica palestrante do CTO

 

 

Para o psicólogo da SEMA Miguel Alma, as palestras sobre o assunto pintam o cenário da palavra de ordem sobre o alcoolismo: prevenção. “É um tema do cotidiano, pois o álcool está dentro de casa. É uma droga lícita. Por isso as pessoas aproveitam palestras como estas não apenas para se informar sobre tratamentos, mas para se prevenirem”, opina.

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