Os servidores e gerentes da Secretaria Municipal de Administração e Recursos Humanos (Sema) participaram, na manhã desta terça-feira (8), de uma palestra sobre assédio moral no ambiente de trabalho. Durante o encontro, foram elencadas situações que caracterizam esta conduta e como o servidor pode resolver a questão.
“Críticas e brincadeiras de mau gosto, imposição de horários injustificados, o fato de ignorar a presença do servidor ou sobrecarregá-lo de tarefas, assim como ameaças e insultos são algumas das ações que se caracterizam como assédio moral. Por isso, é importante que o servidor saiba identificar estas condutas, pois isto afeta diretamente a sua produtividade no trabalho”, citou a palestrante e advogada Mariana Vasconcelos, que compõe a equipe da Sema.
Aos gestores públicos, Mariana indicou a tomada de algumas medidas para prevenir o assédio moral. “É importante que o responsável por cada setor planeje e organize o trabalho a ser executado dia após dia, para evitar o isolamento de algum servidor, ou que se privilegie outros. As questões pessoais também não devem ser levadas para o ambiente de trabalho. Nós temos é que valorizar os nossos colegas, respeitá-los e tratá-los com ética”, ponderou.
Caso alguma conduta de assédio moral venha a ocorrer dentro da administração pública, a orientação é que o servidor procure o Núcleo de Desenvolvimento e Recursos Humanos da Sema (Nuderh) e não tente resolver sozinho a questão. “Nós temos uma equipe formada por um psicólogo e duas assistentes sociais que estão preparados para mediar estes conflitos e solucioná-los. O servidor não precisa ter receio, pois nós não vamos expor seu caso e nem sua identidade com os demais funcionários”, destacou o psicólogo da Sema, Miguel Alma.
Os casos mais graves de assédio moral podem gerar a abertura de um processo administrativo disciplinar e, caso julgue necessário, o servidor também pode entrar com ação judicial por dano moral.






